Banco Central reforçou medidas de segurança para reduzir golpes; transações em aparelhos não cadastrados têm limite por operação e teto diário.
Pix com nova regra de segurança já está em vigor e pode afetar usuários que trocarem de celular, acessarem a conta em um aparelho novo ou tentarem fazer transferências a partir de um dispositivo ainda não reconhecido pelo banco. A mudança, definida pelo Banco Central, limita operações feitas em celulares, tablets ou computadores não cadastrados previamente.
Na prática, transações Pix acima de R$ 200 só podem ser realizadas em dispositivos já cadastrados pelo cliente na instituição financeira. Quando o aparelho não estiver cadastrado, o limite será de R$ 200 por operação, com teto de R$ 1.000 por dia. A regra vale para celulares, computadores e outros dispositivos usados para iniciar transferências.
A medida foi criada para dificultar golpes em que criminosos conseguem acessar a conta da vítima por meio de um aparelho diferente do habitual. Segundo o Banco Central, a limitação busca reduzir fraudes envolvendo roubo de credenciais, engenharia social, invasão de contas e uso de dispositivos novos para movimentar dinheiro sem autorização.
O impacto mais imediato será sentido por quem trocar de smartphone. Caso o usuário compre um celular novo, restaure o aplicativo do banco e tente fazer um Pix de valor superior a R$ 200 antes de cadastrar o dispositivo, a transação poderá ser impedida ou limitada. Cada banco deverá orientar o cliente sobre o processo de validação do aparelho dentro do próprio aplicativo.
A nova regra também pode afetar quem usa computador para acessar internet banking. Se o dispositivo não estiver registrado como confiável, o sistema poderá impor o limite de R$ 200 por operação e R$ 1.000 por dia. A restrição permanece até que o cliente conclua a autorização do aparelho conforme os procedimentos de segurança da instituição.
Apesar da repercussão nas redes sociais, a mudança não significa cobrança de taxa no Pix. O Pix continua gratuito para pessoas físicas na maioria das operações previstas pelo Banco Central. A nova regra trata de segurança, não de tributação. O objetivo é impedir movimentações suspeitas em aparelhos que ainda não foram reconhecidos pelo banco.
Esse esclarecimento é importante porque boatos sobre cobrança no Pix costumam circular sempre que o Banco Central anuncia uma mudança. Neste caso, não há criação de imposto, tarifa obrigatória ou cobrança automática para transferências comuns entre pessoas físicas. O que muda é o nível de controle sobre o dispositivo usado na transação.
O cadastro do aparelho deve ser feito diretamente nos canais oficiais do banco. Em geral, as instituições podem exigir confirmação por biometria facial, senha, token, reconhecimento do dispositivo, validação por outro aparelho já cadastrado ou ida a um caixa eletrônico. As etapas variam conforme cada banco, mas a orientação principal é nunca clicar em links recebidos por mensagem prometendo “liberar Pix” ou “regularizar cadastro”.
A mudança chega em um cenário de crescimento dos golpes digitais no Brasil. Criminosos costumam usar mensagens falsas, falsas centrais de atendimento, páginas clonadas, aplicativos adulterados e ligações com supostos funcionários de banco para convencer vítimas a entregar senhas ou códigos de autenticação. Com a nova limitação, mesmo que o golpista consiga algum acesso, haverá uma barreira extra caso tente usar um aparelho não autorizado.
Para o consumidor, a recomendação é simples: ao trocar de celular, instale o aplicativo oficial do banco, siga o processo de cadastro do dispositivo e teste o acesso antes de precisar fazer pagamentos de valor maior. Quem depende do Pix para trabalho, vendas, pagamento de fornecedores ou transferências urgentes deve regularizar o novo aparelho com antecedência.
Também é importante manter os dados atualizados no banco. Telefone, e-mail, senha, biometria e dispositivos autorizados precisam estar corretos para evitar bloqueios inesperados. Em caso de roubo ou perda do celular, o usuário deve comunicar imediatamente o banco, bloquear o aparelho, trocar senhas e remover o dispositivo antigo da lista de acessos confiáveis, quando a instituição oferecer essa função.
As novas regras reforçam uma tendência do sistema financeiro: o Pix continua rápido, mas passa a operar com camadas extras de segurança. Para o usuário, isso pode representar alguns passos adicionais ao trocar de aparelho. Para os bancos, representa uma tentativa de reduzir prejuízos e golpes cada vez sofisticados.
Saiba mais
A regra principal é: Pix acima de R$ 200 só será liberado em dispositivo cadastrado. Em aparelho novo ou não reconhecido, o limite será de R$ 200 por transação e R$ 1.000 por dia. O cadastro deve ser feito apenas pelo aplicativo ou canal oficial do banco.
Quem receber mensagem, ligação ou link pedindo atualização urgente para liberar o Pix deve desconfiar. Bancos não pedem senha completa, código de autenticação ou instalação de aplicativos por links enviados em conversas. Em caso de dúvida, o ideal é abrir o aplicativo oficial ou procurar diretamente a central de atendimento da instituição.
Acompanhe o Infoco Portal para entender as mudanças no Pix, os novos alertas de segurança e os cuidados necessários para proteger seu dinheiro.




