Primeira parte do quarto disco da banda mineira já está disponível nas plataformas digitais e propõe uma reflexão sobre liberdade, saúde mental e luta antimanicomial
A banda mineira Lamparina acaba de lançar a primeira parte do álbum “Delírio Coletivo”, seu quarto trabalho de estúdio, com patrocínio de Natura Musical. O projeto já está disponível em todas as plataformas digitais e marca uma nova fase artística do grupo, reunindo psicodelia, MPB, brasilidade, referências setentistas e uma reflexão sobre saúde mental, liberdade e padrões sociais.
Mais do que um lançamento musical, “Delírio Coletivo” se apresenta como uma proposta estética, sonora e política. O disco celebra a loucura como expressão libertadora e crítica aos modelos que tentam enquadrar identidades, comportamentos e modos de existir. A obra também dialoga com debates ligados à luta antimanicomial e à importância da promoção da saúde mental, temas que atravessam o conceito do álbum e a trajetória pessoal da vocalista Marina Miglio.
Inspirado por essa vivência, o projeto transforma inquietação em música e convida o público a mergulhar em um universo onde o delírio é visto não apenas como ruptura, mas como possibilidade de invenção, criação e afirmação da própria identidade. A frase que guia o conceito resume o espírito da nova fase: “Tudo que é normal demais, é chato”.
A campanha de lançamento começou com o single “Apaga a Luz”, parceria da Lamparina com Karol Conká, lançado em maio de 2026 e apresentado como a faixa que abriu o caminho para o novo projeto do grupo. A música antecipa a atmosfera de “Delírio Coletivo” e mistura elementos dançantes, desejo de escape e celebração da liberdade. (O Tempo)
Lamparina mergulha em psicodelia, MPB e surrealismo
Musicalmente, “Delírio Coletivo” reverencia a MPB clássica e dialoga com referências como Mutantes, Secos & Molhados e a Tropicália. Essas influências aparecem reinterpretadas em uma sonoridade atual, marcada pela identidade da Lamparina e pela combinação de ritmos brasileiros, energia pop, experimentação e presença cênica.
O novo álbum também se aproxima da psicodelia dos anos 1970 e 1980, incorporando camadas sonoras que reforçam a ideia de transe coletivo. A proposta não é apenas revisitar referências históricas, mas reconstruí-las a partir da linguagem de uma banda que vem se destacando no cenário nacional por sua brasilidade e por sua mistura de estilos.
A Lamparina já havia consolidado essa assinatura em trabalhos anteriores, especialmente no álbum “Original Brasil”, lançado em 2023, projeto que celebrou a pluralidade musical do país e ampliou a presença do grupo nas plataformas digitais e nos palcos. (Portal Belo Horizonte)
Em “Delírio Coletivo”, essa identidade ganha uma camada mais crítica e conceitual. A banda parte da música popular brasileira para construir um trabalho que fala de corpo, mente, desejo, liberdade, saúde mental e da necessidade de romper com formas rígidas de normalidade.
Primeira parte reúne sete faixas
A primeira fase de “Delírio Coletivo” chega ao público com sete canções. Além de “Apaga a Luz”, parceria com Karol Conká, o repertório inclui “Ciência”, “Beira de Rio Bahia”, “Good Morning”, “Segredo”, “Saliva” e “Um Minuto de Prazer”.
As faixas apresentam diferentes camadas do conceito do disco. Há espaço para experimentação, dança, crítica, sensualidade, memória musical brasileira e construção de atmosferas psicodélicas. O álbum se propõe como uma experiência coletiva, em que a escuta funciona como convite ao deslocamento de padrões.
A segunda parte do projeto está prevista para agosto, ampliando o universo criado pela banda e dando continuidade à narrativa estética e sonora iniciada neste primeiro lançamento.
Veículos culturais de Minas Gerais registraram o lançamento de “Delírio Coletivo” como novo álbum da Lamparina, destacando a proposta de unir psicodelia, MPB e reflexão sobre saúde mental. (Estado de Minas)
“Apaga a Luz” abriu nova fase com Karol Conká
O single “Apaga a Luz” marcou o início da campanha de “Delírio Coletivo” e trouxe a participação de Karol Conká. A faixa foi lançada em 7 de maio de 2026 e anunciou oficialmente o novo momento da banda mineira.
Com sonoridade dançante, o single mistura a energia da Lamparina com a presença marcante da artista curitibana, criando uma ponte entre pagodão baiano, rap, pop brasileiro e espírito de pista. A canção traduz a urgência dos encontros e a busca por escape, prazer e liberdade diante da rotina.
A parceria também reforça a vocação da Lamparina para o diálogo com diferentes cenas musicais. Ao unir sua identidade brasileira e psicodélica à força de Karol Conká, o grupo amplia o alcance do projeto e conecta “Delírio Coletivo” a uma escuta contemporânea, urbana e plural.
Capa traduz universo visual do disco
Visualmente, “Delírio Coletivo” abraça referências de colagem, expressionismo e surrealismo. A estética do projeto estimula o público a entrar em um universo sem amarras, mas profundamente conectado à cultura brasileira.
A capa é assinada pelo artista visual Diogo Kuriyama, que constrói uma imagem alinhada à proposta do álbum. O trabalho visual dialoga com a ideia de delírio como abertura de percepção, rompimento de forma e sobreposição de imagens, sensações e símbolos.
Essa construção reforça a dimensão do álbum como projeto completo, não apenas sonoro. “Delírio Coletivo” se apresenta como experiência artística que envolve música, visualidade, debate público e afirmação de identidade.
Saúde mental e luta antimanicomial no centro do debate
Um dos diferenciais de “Delírio Coletivo” é a forma como o álbum se aproxima de temas urgentes sem abandonar a potência da música. A obra dialoga com a luta antimanicomial, movimento que defende cuidado em liberdade, dignidade, direitos humanos e superação de práticas de exclusão no campo da saúde mental.
Ao tratar a loucura como expressão libertadora, a Lamparina propõe uma crítica aos padrões sociais que tentam limitar identidades e comportamentos. O álbum não transforma o tema em discurso distante, mas o incorpora à sua estética, à sua sonoridade e ao modo como a banda se apresenta.
A trajetória de Marina Miglio, vocalista da Lamparina, aparece como inspiração central. Sua atuação como voz ativa na defesa da saúde mental e da luta antimanicomial atravessa o projeto e dá densidade ao conceito. O resultado é um trabalho que fala de experiência individual, mas também de uma urgência coletiva.
Natura Musical reforça apoio à música brasileira
O projeto é viabilizado com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e conta com patrocínio da plataforma Natura Musical. Em 2026, Natura Musical celebra duas décadas de atuação, reforçando seu compromisso com a valorização da música brasileira e da diversidade cultural.
“Neste ano de comemoração de duas décadas em atividade, Natura Musical reafirma seu compromisso com a música com a visão de ser uma plataforma de valorização do nosso patrimônio de humanidades, que conecta e amplia a cultura de indivíduos e povos. Acreditamos que projetos como este, que traz um universo de sonoridades, estéticas, narrativas e processos criativos, auxiliam na construção e renovação da cena musical brasileira”, pontua Julia Ceschin, Head Global de Brand Experience Natura e Avon.
Desde seu lançamento, em 2005, Natura Musical investiu mais de R$ 200 milhões no patrocínio de mais de 600 artistas e projetos em todo o Brasil, promovendo experiências musicais que valorizam a pluralidade da cultura brasileira. A plataforma também atua em parceria com festivais e com a Casa Natura Musical, fomentando encontros entre artistas, públicos e diferentes cenas culturais.
Banda mineira acumula mais de 50 milhões de reproduções
Formada em 2018, a Lamparina nasceu em Minas Gerais e vem consolidando sua trajetória no cenário nacional com canções marcadas pela brasilidade, pela mistura de ritmos e por uma presença vibrante. O grupo é composto por Marina Miglio, no vocal; Cotô Delamarque, no vocal e guitarra; Calvin Delamarque, no baixo; Stênio Galgani, na guitarra solo; e Bino, na percussão.
Ao todo, a banda acumula mais de 50 milhões de reproduções nas plataformas digitais. O número reforça o crescimento do grupo e sua conexão com uma audiência que busca música brasileira contemporânea, dançante e aberta a experimentações. (Agenda BH)
Antes de “Delírio Coletivo”, a banda lançou o álbum “Original Brasil”, em 2023, além dos singles “Besteira Minha”, em 2024, e “Conversa Fiada”, com Mariana Aydar, também em 2024. Esses trabalhos fortaleceram a imagem da Lamparina como uma banda interessada em celebrar a diversidade musical brasileira sem abrir mão de linguagem própria.
Novo disco amplia a identidade da Lamparina
“Delírio Coletivo” representa um passo importante na trajetória da banda. O álbum mantém a energia dançante e a brasilidade que já fazem parte da identidade do grupo, mas adiciona uma camada conceitual mais intensa, voltada à saúde mental, à crítica social e à liberdade de existir.
A proposta de assumir o delírio como experiência coletiva amplia o discurso da Lamparina e aproxima a banda de debates contemporâneos sobre normalidade, diferença, prazer, corpo, cuidado e diversidade.
Ao unir música, estética visual, posicionamento cultural e patrocínio de uma plataforma dedicada à música brasileira, o projeto se coloca como uma das apostas relevantes da cena independente em 2026.
“Delírio Coletivo” celebra liberdade criativa
A primeira parte do álbum confirma a capacidade da Lamparina de construir um universo próprio. Com sete faixas disponíveis, o projeto convida o público a atravessar uma experiência sonora que mistura referências históricas da música brasileira com uma visão contemporânea sobre desejo, loucura, saúde mental e liberdade.
A segunda parte, prevista para agosto, deve expandir ainda mais esse caminho. Até lá, “Delírio Coletivo” já chega como um trabalho que provoca, dança, questiona e celebra a possibilidade de existir fora dos moldes.
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Serviço
Lamparina lança primeira parte do álbum “Delírio Coletivo”
Disponibilidade: todas as plataformas digitais
Projeto: quarto álbum da banda Lamparina
Primeira fase: sete faixas disponíveis
Faixas: “Apaga a Luz”, com Karol Conká; “Ciência”; “Beira de Rio Bahia”; “Good Morning”; “Segredo”; “Saliva”; “Um Minuto de Prazer”
Segunda parte: prevista para agosto
Patrocínio: Natura Musical
Incentivo: Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais
Instagram da banda: @lamparinaoficial
Instagram Natura Musical: @naturamusical

