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Evento acontece nos dias 26 e 27 de junho, na Concha Acústica da UFC e na Praça Verde do Centro Dragão do Mar, com música, performances, moda, cultura ballroom, empreendedorismo e ações de cidadania
Fortaleza se prepara para viver dois dias de celebração, arte, cidadania e afirmação da diversidade. A 3ª edição do Festival Ceará da Diversidade será realizada nos dias 26 e 27 de junho de 2026, com programação gratuita em dois espaços simbólicos da capital cearense: a Concha Acústica da Universidade Federal do Ceará, no primeiro dia, e a Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, no segundo.
Com o tema “Vida em movimento, orgulho que sustenta”, o festival se consolida como uma das principais iniciativas culturais voltadas à valorização da população LGBTI+ no Ceará. A proposta vai além da realização de shows. O evento articula música, performances, moda, cultura ballroom, festa, empreendedorismo, economia criativa e ações de fortalecimento da cidadania.
A entrada será gratuita, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados serão destinados ao Programa Ceará Sem Fome, ampliando o alcance social da iniciativa e conectando cultura, solidariedade e compromisso público com populações em situação de vulnerabilidade.
Realizado pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Diversidade, da Secretaria da Cultura e do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, espaço gerido pelo Instituto Dragão do Mar, o festival conta ainda com parceria da Universidade Federal do Ceará. A ação integra a campanha Ceará da Diversidade contra a LGBTfobia e reforça a cultura como ferramenta de transformação social, visibilidade e participação.
Festival amplia presença em espaços culturais de Fortaleza
A edição de 2026 marca um novo movimento na trajetória do Festival Ceará da Diversidade. Pela primeira vez, a Concha Acústica da UFC receberá atividades do evento, ampliando o diálogo entre universidade, políticas públicas, movimentos sociais e produção cultural.
No dia 26 de junho, a abertura oficial reunirá representantes de instituições parceiras, lideranças dos movimentos sociais e autoridades convidadas. O momento dará início à programação e reafirmará o compromisso coletivo com a promoção dos direitos humanos, da diversidade e da inclusão.
No dia seguinte, 27 de junho, a programação seguirá na Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, um dos equipamentos culturais mais importantes do Ceará. O espaço, localizado na Praia de Iracema, já é reconhecido pela circulação de públicos diversos e por abrigar grandes encontros ligados à música, às artes visuais, ao cinema, ao teatro, à dança, à formação e à cultura urbana.
Ao ocupar a UFC e o Dragão do Mar, o festival fortalece uma mensagem clara: a diversidade precisa estar presente nos centros de formação, nos espaços públicos, nos palcos, nas políticas culturais e nas ruas da cidade.
Programação reúne música, performances, moda e economia criativa
A programação completa ainda será divulgada, mas a organização já antecipa que o público poderá acompanhar discotecagens, apresentações artísticas, festa, shows musicais, desfile, ações culturais e uma feira de economia criativa com empreendedores LGBTI+.
Esse recorte é um dos pontos estratégicos do festival. Ao incluir empreendedores da comunidade, o evento também atua como plataforma de geração de renda, circulação de produtos, fortalecimento de marcas independentes e valorização de iniciativas criativas que muitas vezes enfrentam barreiras de acesso ao mercado.
A feira deve reunir diferentes linguagens e segmentos, como moda, acessórios, design, arte, produtos autorais, gastronomia e serviços criativos. O formato amplia o impacto do festival, conectando o público à produção de artistas e empreendedores que constroem, na prática, novas possibilidades de trabalho, autonomia e visibilidade.
A presença da cultura ballroom também reforça a importância das expressões artísticas criadas e mantidas por comunidades LGBTI+. Mais que uma linguagem estética, a ballroom carrega história, pertencimento, performance, disputa, acolhimento e afirmação de identidades. Sua inclusão na programação aproxima o festival de movimentos contemporâneos que têm ocupado cada vez mais espaço nas cenas culturais do Brasil.
Getúlio Abelha é uma das atrações desta edição

Entre os nomes já confirmados está Getúlio Abelha, um dos artistas mais expressivos da música brasileira contemporânea. Com uma obra marcada por irreverência, teatralidade, referências nordestinas, cultura pop, forró eletrônico, performance e defesa da diversidade, o artista construiu uma linguagem própria e profundamente conectada ao Ceará.
Piauiense de origem e formado artisticamente em Fortaleza, Getúlio ganhou projeção a partir de 2017 nos espaços alternativos da capital cearense. Foi nesse circuito que começou a consolidar uma presença de palco singular, misturando música, dança, figurino, humor, provocação e leitura crítica do Brasil contemporâneo.
Com o show “Corta Fogo”, o artista ampliou sua circulação e se destacou pela força de suas performances. Videoclipes autorais como “Laricado”, “Tamanco de Fogo”, “Aquenda” e “Sinal Fechado” ajudaram a projetar seu nome nas redes sociais, aproximando sua obra de públicos diversos e fortalecendo sua identidade artística.
A formação em Teatro pela Universidade Federal do Ceará também atravessa sua criação. Getúlio Abelha transita pela dança, pelo cinema, pela direção audiovisual, pela performance, pela criação de figurinos e pela produção artística. Esse conjunto de linguagens faz de seus shows experiências visuais e sonoras que vão além do formato tradicional de apresentação musical.
Em sua trajetória, o artista participou de festivais e eventos culturais importantes, como Maloca Dragão, Rec-Beat, BR-135, Se Rasgum, SIM São Paulo, Virada Cultural de São Paulo e Paradas do Orgulho LGBTI+ em diferentes capitais brasileiras. Sua presença no Festival Ceará da Diversidade reforça o diálogo entre música, liberdade criativa, identidade nordestina e representatividade.
Getúlio Abelha também vive um novo momento na carreira com o álbum “Autópsia+”, versão expandida do EP “Autópsia”. O trabalho aprofunda o universo apresentado na primeira parte e evidencia a capacidade do artista de misturar referências, sonoridades e narrativas afetivas com uma assinatura autoral reconhecível.
Cultura como política pública e instrumento de cidadania
O Festival Ceará da Diversidade nasce do encontro entre cultura e política pública. Sua realização por secretarias de Estado e equipamentos culturais demonstra que a promoção da diversidade não deve ficar restrita a ações pontuais. Ela precisa fazer parte de uma agenda permanente de cidadania, educação, participação social e enfrentamento à violência.
Ao integrar a campanha Ceará da Diversidade contra a LGBTfobia, o evento assume um papel estratégico. A cultura funciona como porta de entrada para diálogos que muitas vezes não encontram espaço em ambientes formais. Por meio da música, da performance, da moda, da festa e da ocupação dos espaços públicos, o festival cria experiências capazes de comunicar pertencimento, respeito e direitos.
Esse aspecto é essencial em um país onde a população LGBTI+ ainda enfrenta desafios ligados à discriminação, à violência, à exclusão familiar, ao mercado de trabalho, ao acesso à saúde, à educação e à segurança. Eventos como o Festival Ceará da Diversidade ajudam a ampliar a visibilidade dessas pautas, mas também celebram as potências criativas, econômicas e culturais da comunidade.
A presença de artistas, empreendedores, lideranças sociais, instituições públicas e público em geral cria um ambiente de encontro e escuta. É nesse espaço que o festival se diferencia. Ele não se limita à programação artística. Ele constrói uma narrativa de pertencimento.
Fortaleza como palco da diversidade
A escolha de Fortaleza como sede do festival reforça o protagonismo da capital cearense na produção cultural do Nordeste. A cidade reúne uma cena artística diversa, marcada por música, teatro, performance, humor, audiovisual, moda, dança e ocupações urbanas. Também abriga movimentos sociais e coletivos que atuam há décadas na defesa de direitos da população LGBTI+.
Ao ocupar a Concha Acústica da UFC e a Praça Verde do Dragão do Mar, o festival conecta diferentes territórios simbólicos. A universidade representa conhecimento, formação, juventude e debate público. O Dragão do Mar representa circulação cultural, experimentação artística e encontro entre linguagens.
Essa combinação fortalece o sentido do tema “Vida em movimento, orgulho que sustenta”. O movimento aparece na cidade, nos corpos, nas trajetórias, nas linguagens e nas políticas públicas. O orgulho aparece como sustentação coletiva, memória, resistência e afirmação.
Evento gratuito reforça solidariedade com o Ceará Sem Fome
A gratuidade do evento amplia o acesso do público à programação. A doação de 1 kg de alimento não perecível, destinada ao Programa Ceará Sem Fome, acrescenta uma camada solidária à iniciativa.
Esse formato permite que a participação do público também contribua para uma política de combate à insegurança alimentar. Assim, o festival conecta celebração e responsabilidade social, mostrando que cultura e solidariedade podem caminhar juntas.
A iniciativa também dialoga com o conceito de cidadania presente no evento. Celebrar a diversidade envolve reconhecer direitos, ampliar acessos e fortalecer redes de cuidado. A arrecadação de alimentos transforma o gesto de entrada em contribuição concreta para famílias em situação de vulnerabilidade.
Programação completa será divulgada em breve
A organização deve divulgar em breve a programação completa e novas informações sobre as atrações da 3ª edição do Festival Ceará da Diversidade. Até o momento, já estão confirmadas as datas, os locais, o tema, a gratuidade mediante doação de alimento e a participação de Getúlio Abelha entre os destaques artísticos.
O público poderá acompanhar atualizações pelos perfis oficiais da Secretaria da Diversidade do Ceará e do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura no Instagram, em @diversidadece e @dragaodomar.
Com dois dias de programação gratuita, ocupação de espaços públicos, valorização da economia criativa e presença de artistas conectados à cena LGBTI+, o Festival Ceará da Diversidade chega à terceira edição reafirmando seu papel no calendário cultural de Fortaleza.
Mais que um evento, o festival se apresenta como um gesto político, cultural e social. Uma celebração da vida em movimento. Um convite ao orgulho que sustenta. Uma ocupação coletiva da cidade pela arte, pela cidadania e pelo direito de existir com dignidade.
Serviço
3º Festival Ceará da Diversidade – Vida em movimento, orgulho que sustenta
Data: 26 e 27 de junho de 2026
Local: Dia 26 na Concha Acústica da Universidade Federal do Ceará e dia 27 na Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Entrada: Gratuita, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível para fortalecer o Programa Ceará Sem Fome
Mais informações: Instagram @diversidadece e @dragaodomar
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