Livro de Filipe de Lima conduz leitores ao Japão da Era Meiji em uma narrativa marcada por samurais, espiritualidade e mistérios sobrenaturais
O encontro entre folclore japonês, romance e ficção histórica conduz a trama de O Conto da Raposa, obra do escritor Filipe de Lima escolhida como tema de uma nova leitura coletiva voltada para criadores de conteúdo e amantes da literatura fantástica.
Ambientado no Japão de 1868, durante a Restauração Meiji, o romance acompanha Miguel, um jovem brasileiro que deixa o país para se dedicar à pintura em meio a um cenário de profundas transformações políticas, culturais e sociais. O que ele não imagina é que a viagem também o aproximará de antigas lísticas envolvendo criaturas sobrenaturais conhecidas como Kitsunes, raposas místicas capazes de assumir forma humana.
Livro mistura realidade histórica e fantasia japonesa
A narrativa se desenvolve em um período marcado pelo choque entre tradição e modernidade no Japão. Enquanto samurais resistem às mudanças impostas pela abertura do país ao Ocidente, antigas crenças seguem presentes no imaginário popular.
Desde a infância, Miguel ouvia do avô um aviso inquietante: nunca confiar em uma raposa. A frase, inicialmente tratada como superstição, passa a ganhar outro significado quando o protagonista conhece uma misteriosa curandeira nas montanhas japonesas.
A partir desse encontro, acontecimentos inexplicáveis começam a transformar completamente sua percepção da realidade. Visões perturbadoras, presságios e eventos ligados às próprias pinturas de Miguel passam a conduzir a trama, criando uma atmosfera de suspense e espiritualidade.
Kitsune milenar conduz mistério da narrativa
Inspirado em lendas tradicionais japonesas, o romance explora a figura da Kitsune, criatura do folclore oriental conhecida pela inteligência, manipulação e capacidade de transitar entre o mundo espiritual e humano.
Ao longo da obra, Filipe de Lima constrói uma narrativa que alterna entre sonho e realidade, colocando o protagonista diante de situações que desafiam completamente sua racionalidade.
O livro combina elementos de fantasia sobrenatural, romance e reconstrução histórica, utilizando o Japão da Era Meiji como pano de fundo para discutir crenças, identidade e medo do desconhecido.
Autor venceu prêmio literário com a obra
Nascido na região metropolitana de São Paulo, Filipe de Lima atua como escritor e tradutor. Fascinado desde cedo pela cultura japonesa e por narrativas mitológicas, o autor desenvolveu o universo de “O Conto da Raposa” a partir do interesse pelas lendas da raposa de nove caudas.
Publicada inicialmente de forma independente sob o pseudônimo Claus Valeth, a obra venceu o prêmio Wattys em 2021 na categoria Ficção Histórica, consolidando o reconhecimento do romance entre leitores do gênero.
Segundo o autor, a história começou a partir de uma cena concebida intuitivamente e foi ampliada posteriormente através de pesquisas sobre o Japão histórico, folclore oriental e espiritualidade japonesa.
Leitura coletiva oferece interação com autor
Os leitores interessados poderão participar de uma leitura coletiva da obra, com interação entre criadores de conteúdo e um bate-papo online com o autor. Os participantes também concorrem a um kit especial com brindes exclusivos relacionados ao livro.
As inscrições estão abertas através do formulário disponibilizado pela organização.
CTA: Para participar da leitura coletiva de “O Conto da Raposa”, acesse o formulário de inscrição e confira os detalhes da experiência literária.


