Reconhecido como guardião da memória da capital, Nirez recebe a Medalha Iracema em cerimônia que marca o início oficial das celebrações do tricentenário
A homenagem a Miguel Ângelo de Azevedo marca um dos momentos centrais da abertura das comemorações dos 300 anos de Fortaleza. Conhecido como Nirez, o pesquisador e memorialista será agraciado com a Medalha Iracema, maior honraria concedida pelo Poder Executivo Municipal, em cerimônia realizada no histórico Cineteatro São Luiz.
Responsável por preservar parte significativa da memória histórica e cultural da cidade, Nirez construiu ao longo de décadas um dos acervos mais importantes do Brasil. Seu trabalho reúne registros sonoros, visuais e documentais que ajudam a contar a trajetória de Fortaleza sob diferentes perspectivas, garantindo que a identidade da capital seja mantida viva para as futuras gerações.
A escolha de seu nome para a homenagem no tricentenário não ocorre por acaso. Em um momento simbólico para a cidade, reconhecer quem dedicou a vida à preservação da história reforça a importância de olhar para o passado como base para o futuro. A atuação de Nirez vai além do registro: ela traduz a essência cultural de Fortaleza, conectando gerações por meio da memória.
A cerimônia da Medalha Iracema abre oficialmente a programação dos 300 anos da capital cearense, que contará com uma série de eventos ao longo de todo o ciclo comemorativo, seguindo até abril de 2027. A iniciativa busca valorizar nomes e instituições que contribuíram de forma decisiva para a construção social, econômica e cultural da cidade.
Dentro desse contexto, a homenagem a Nirez simboliza um reconhecimento coletivo. Ao destacar a preservação da memória como um dos pilares fundamentais da sociedade, Fortaleza reafirma seu compromisso com a valorização de suas raízes, entendendo que desenvolvimento também passa pela consciência histórica.
Mais do que um tributo individual, a honraria representa um gesto de respeito à história da cidade e àqueles que se dedicam a mantê-la viva. Em meio às celebrações, o reconhecimento ao pesquisador reforça a necessidade de preservar, documentar e compartilhar as narrativas que formam a identidade de Fortaleza.
