9º Summit de Oncologia e XII Simpósio Multiprofissional de Oncologia colocaram tumores femininos, medicina de precisão, cuidado integral e terapias avançadas no centro dos debates científicos em Fortaleza
CRIO fortalece protagonismo científico com eventos voltados à oncologia de precisão e ao cuidado integral
O CRIO, Centro Regional Integrado de Oncologia, reforçou seu papel como uma das instituições de destaque no debate científico sobre o câncer ao realizar, de forma simultânea, o 9º Summit de Oncologia e o XII Simpósio Multiprofissional de Oncologia. Os encontros reuniram especialistas, médicos, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas da saúde para discutir avanços, desafios e caminhos da oncologia contemporânea, com foco especial na translação de evidências científicas para a prática clínica.
A programação colocou em evidência temas fundamentais para o presente e o futuro do tratamento oncológico, especialmente no campo dos tumores femininos, da medicina de precisão, da integração multiprofissional e da qualidade de vida dos pacientes. Ao promover os dois eventos, o CRIO amplia sua contribuição para a formação científica, o intercâmbio de conhecimento e o fortalecimento de práticas assistenciais cada vez mais individualizadas, seguras e baseadas em evidências.
Em um cenário no qual a oncologia avança rapidamente com novas terapias, biomarcadores, protocolos personalizados e abordagens integradas, encontros científicos como esses assumem papel estratégico. Eles permitem que profissionais atualizem condutas, debatam experiências clínicas e aproximem a pesquisa da realidade dos pacientes. Essa integração entre ciência, assistência e educação continuada foi um dos principais eixos da iniciativa.
9º Summit de Oncologia destacou medicina de precisão em tumores femininos
O 9º Summit de Oncologia teve como foco central os tumores femininos, com debates voltados especialmente aos cânceres de mama, ovário e endométrio. A programação reuniu temas de alta relevância científica e clínica, abordando desde estratégias de rastreamento individualizado até novas linhas terapêuticas para doenças avançadas.
Entre os assuntos discutidos, ganhou destaque o rastreamento individualizado a partir do WISDOM trial, estudo que tem ampliado as discussões sobre a personalização das estratégias de detecção precoce no câncer de mama. A proposta dialoga diretamente com uma tendência crescente da oncologia moderna: compreender o risco individual de cada paciente para definir condutas mais assertivas, evitando tanto o subtratamento quanto intervenções desnecessárias.
Também foram debatidos avanços na otimização da terapia endócrina, uma das bases do tratamento de determinados subtipos de câncer de mama. A discussão incluiu estratégias para ampliar a efetividade terapêutica, reduzir efeitos adversos e melhorar a adesão das pacientes ao tratamento. Outro ponto relevante foi o desescalonamento do tratamento axilar, tema que acompanha a busca por abordagens menos invasivas sem comprometer os resultados oncológicos.
A presença de biomarcadores como ESR1 e PIK3CA também esteve entre os destaques do Summit. Esses marcadores têm ganhado espaço nas decisões terapêuticas por contribuírem para a identificação de alterações moleculares que podem orientar tratamentos mais personalizados. A análise de biomarcadores reforça o avanço da medicina de precisão, permitindo escolhas clínicas mais alinhadas ao perfil biológico da doença.
Novas terapias e ADCs ampliam perspectivas no tratamento oncológico
A programação do 9º Summit também abordou novas terapias pós-CDK4/6, um campo de grande interesse na oncologia mamária. Com o avanço dos inibidores de CDK4/6 no tratamento de determinados subtipos de câncer de mama, cresce também a necessidade de discutir estratégias para os cenários de progressão da doença, novas combinações terapêuticas e alternativas capazes de ampliar o controle tumoral.
Outro tema de destaque foi o uso dos Conjugados Anticorpo-Droga, conhecidos como ADCs. Essa classe terapêutica tem se consolidado como uma das frentes mais promissoras da oncologia por combinar a capacidade de direcionamento dos anticorpos com a ação de agentes citotóxicos. Na prática, os ADCs representam uma abordagem mais direcionada contra células tumorais, com potencial de ampliar respostas em diferentes contextos clínicos.
Essas discussões reforçam a importância de ambientes científicos que aproximem especialistas das principais inovações terapêuticas. Em oncologia, a velocidade das descobertas exige atualização contínua e análise crítica sobre como incorporar novas evidências à rotina clínica, sempre considerando segurança, eficácia, acesso e impacto na qualidade de vida dos pacientes.
Ginecologia oncológica abordou HPV-DNA, fertilidade, ERAS e câncer de endométrio
Na área da ginecologia oncológica, o 9º Summit trouxe uma agenda ampla, conectada aos principais desafios da prevenção, diagnóstico e tratamento dos tumores ginecológicos. O teste de HPV-DNA esteve entre os temas debatidos, especialmente por sua relevância nas estratégias de rastreamento e prevenção do câncer do colo do útero.
A vacinação pós-lesões de alto grau também foi discutida, evidenciando o papel das estratégias preventivas mesmo após eventos clínicos relevantes. O tema reforça a necessidade de protocolos atualizados, acompanhamento especializado e fortalecimento da educação em saúde para reduzir riscos e ampliar a proteção das pacientes.
Outro ponto sensível da programação foi a preservação de fertilidade em pacientes oncológicas. Com o aumento das possibilidades terapêuticas e a ampliação da sobrevida, cresce a importância de discutir planejamento reprodutivo, acolhimento e condutas que considerem não apenas o controle da doença, mas também os projetos de vida das pacientes.
O protocolo ERAS também integrou os debates. Voltado à recuperação otimizada após cirurgias, o protocolo reúne práticas que buscam reduzir complicações, melhorar a experiência do paciente e favorecer uma recuperação mais eficiente. Em oncologia ginecológica, sua aplicação tem impacto direto na jornada assistencial e na qualidade do cuidado.
A classificação molecular no câncer de endométrio foi outro tema de grande relevância. A incorporação de critérios moleculares tem transformado a forma como a doença é compreendida, permitindo maior refinamento no prognóstico e na definição de estratégias terapêuticas. Também foram abordadas novas linhas de tratamento para doença avançada, um campo que segue em expansão com a chegada de terapias inovadoras.
XII Simpósio Multiprofissional debateu cuidado integral e equidade no acesso
Realizado paralelamente ao Summit, o XII Simpósio Multiprofissional de Oncologia ampliou a discussão para o cuidado integral do paciente com câncer. A programação reuniu profissionais de diferentes áreas para debater temas ligados à assistência, reabilitação, nutrição, atividade física, saúde mental, cuidados paliativos e acesso às terapias avançadas.
Um dos eixos centrais do Simpósio foi a equidade no acesso. Em um cenário de avanços científicos constantes, garantir que as inovações cheguem aos pacientes de forma justa e organizada segue sendo um dos grandes desafios do sistema de saúde. O debate reforçou que a oncologia moderna não depende apenas de novas tecnologias, mas também de modelos assistenciais capazes de integrar equipes, ampliar acesso e reduzir desigualdades.
Os painéis também abordaram a relação entre metabolismo, nutrição e atividade física na imunidade. A discussão evidencia a importância de uma abordagem multidimensional no tratamento oncológico, considerando fatores que impactam resposta terapêutica, tolerância aos tratamentos, funcionalidade e bem-estar.
A atuação interprofissional foi outro tema de destaque. O cuidado ao paciente oncológico envolve diferentes especialidades e exige comunicação eficiente entre médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, farmacêuticos, assistentes sociais e outros profissionais. Essa integração é essencial para construir uma jornada de cuidado mais segura, acolhedora e centrada nas necessidades do paciente.
Reabilitação, chemobrain e adoecimento de cuidadores estiveram na pauta
O XII Simpósio Multiprofissional também discutiu a reabilitação física como parte essencial da assistência oncológica. Em muitos casos, o tratamento do câncer pode gerar impactos funcionais importantes, exigindo estratégias de recuperação, manutenção da autonomia e fortalecimento da qualidade de vida.
A rotina da radioterapia também foi apresentada dentro da perspectiva multiprofissional, considerando não apenas os aspectos técnicos do tratamento, mas também a experiência do paciente durante o processo. A radioterapia, por envolver etapas contínuas e acompanhamento especializado, demanda orientação, acolhimento e suporte de diferentes áreas.
Outro tema relevante foi o chemobrain, termo utilizado para descrever alterações cognitivas que podem ocorrer durante ou após o tratamento oncológico. Dificuldades de memória, concentração e processamento de informações podem afetar a vida cotidiana dos pacientes, tornando necessário reconhecer esses impactos e oferecer suporte adequado.
O adoecimento dos cuidadores também ganhou espaço nos debates. Familiares e pessoas próximas que acompanham pacientes oncológicos frequentemente enfrentam sobrecarga emocional, física e psicológica. Ao incluir essa pauta, o Simpósio reforçou a visão de que o cuidado oncológico ultrapassa o paciente e envolve toda a rede de apoio.
A vida pós-tratamento foi outro ponto abordado. Com os avanços terapêuticos e o aumento da sobrevida, cresce a necessidade de discutir acompanhamento de longo prazo, reinserção social, saúde emocional, vigilância clínica e reconstrução da rotina após o tratamento.
Cuidados paliativos reforçam abordagem humanizada na oncologia
Os cuidados paliativos também integraram a programação do XII Simpósio Multiprofissional. A abordagem, muitas vezes associada de forma equivocada apenas ao fim de vida, tem papel amplo no controle de sintomas, no suporte emocional, na comunicação com pacientes e familiares e na promoção de qualidade de vida em diferentes fases da doença.
Ao incluir o tema na agenda científica, o evento contribuiu para ampliar a compreensão sobre a importância de integrar cuidados paliativos precocemente, sempre que necessário, dentro de uma assistência humanizada e centrada na pessoa. Essa visão dialoga com a oncologia contemporânea, que busca tratar a doença sem perder de vista o indivíduo, sua história, suas necessidades e seus valores.
CRIO consolida atuação como centro de excelência, pesquisa e formação científica
A realização simultânea do 9º Summit de Oncologia e do XII Simpósio Multiprofissional reforça a posição do CRIO como instituição comprometida com o avanço da oncologia, a produção de conhecimento e o fortalecimento da prática clínica baseada em evidências. Ao reunir especialistas e equipes multiprofissionais, a instituição cria um ambiente de troca científica capaz de impactar diretamente a assistência aos pacientes.
Os eventos também destacam a importância da pesquisa e da educação continuada para a evolução da oncologia no Brasil. Em uma área marcada por avanços constantes, a atualização profissional é indispensável para que novas evidências sejam avaliadas, discutidas e aplicadas de forma responsável.
Com uma programação que integrou inovação terapêutica, cuidado humanizado, reabilitação, prevenção, biomarcadores, terapias avançadas e equidade no acesso, o CRIO reafirma sua contribuição para o desenvolvimento da oncologia nacional. A iniciativa também evidencia a força da integração entre médicos, pesquisadores, profissionais da saúde e parceiros da indústria farmacêutica, que apoiaram a realização dos eventos.
Ao promover conhecimento científico em prol da qualidade de vida dos pacientes, o CRIO consolida sua atuação como polo de pesquisa, debate e vanguarda em oncologia, fortalecendo Fortaleza como espaço relevante na discussão dos novos caminhos do tratamento contra o câncer.
Siga o @infocoportal no Instagram

