Disputa judicial envolvendo direitos autorais da música com Juliette segue sem desfecho após contestação do réu
Alok indenização Un Ratito Justiça continua sendo um caso emblemático no mercado musical brasileiro, mesmo quase dois anos após decisão favorável ao artista. Apesar de ter vencido a disputa judicial em 2024, o DJ ainda não recebeu o valor determinado pela sentença, e o processo segue em andamento em 2026.
A decisão reconheceu que Alok é o criador da obra “nananana Un Ratito”, garantindo a ele o direito de explorar comercialmente a faixa nas plataformas digitais. Além disso, o produtor Kevin Daniel Brauer de Oliveira foi condenado ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais.
Pagamento não foi realizado e processo segue ativo
Mesmo após a condenação, o valor da indenização não foi quitado. A Justiça determinou que o réu efetuasse o pagamento em até 15 dias, sob pena de multa adicional de 10% e honorários advocatícios no mesmo percentual.
No entanto, o prazo expirou sem que houvesse o pagamento. Em março de 2026, o réu apresentou uma impugnação ao cumprimento de sentença, instrumento jurídico utilizado para contestar a cobrança.
Esse movimento interrompeu o fluxo da execução e transferiu a decisão novamente para análise judicial, prolongando o caso e adiando qualquer pagamento ao artista.
Defesa de Alok aguarda decisão da Justiça
Após a contestação, o juízo abriu prazo para manifestação da defesa de Alok, que respondeu formalmente no dia 14 de abril. O processo agora aguarda nova análise da Justiça, mantendo o caso ativo e sem definição imediata.
Esse tipo de situação é comum em disputas judiciais envolvendo direitos autorais, especialmente quando há contestação na fase de execução, o que pode prolongar significativamente o tempo até o recebimento de valores.
Entenda a origem da disputa
O caso teve início após o lançamento de “Un Ratito”, faixa que conta com participações de Juliette, Luis Fonsi, Lunay e Lenny Tavárez.
Na época, o produtor Kevin Daniel Brauer de Oliveira entrou com uma ação alegando violação de direitos autorais e conseguiu, inicialmente, retirar o videoclipe do ar.
A defesa de Alok sustentou que a música era uma adaptação de uma obra original criada por ele, com autorização para uso e transformação dentro de um contexto colaborativo.
Justiça reconheceu autoria de Alok
Ao analisar o caso, a Justiça concluiu que Alok é o autor da obra original e que houve autorização para a adaptação, afastando qualquer irregularidade. Com isso, restabeleceu o direito do artista de explorar a música comercialmente.
A decisão também determinou a indenização por danos morais, que até hoje não foi efetivamente paga.
Caso expõe desafios no cumprimento de decisões
A situação evidencia um ponto crítico do sistema judicial: mesmo após decisões favoráveis, o cumprimento pode enfrentar entraves e atrasos, especialmente quando há recursos ou contestações.
No mercado musical, onde direitos autorais representam receita direta e recorrente, esse tipo de impasse impacta não apenas financeiramente, mas também a gestão de carreira e contratos.
Enquanto o processo segue em análise, o caso de Alok permanece como exemplo de como disputas jurídicas podem se estender além do esperado, mesmo após uma vitória na Justiça.
Acompanhe os desdobramentos do caso e fique por dentro das principais notícias do mercado musical.
