Governo federal enviou ao Congresso proposta para reduzir a jornada semanal para 40 horas, manter salários e garantir dois dias de descanso, mas a mudança ainda não está em vigor.
O fim da escala 6×1 voltou ao centro do debate nacional após novas declarações do governo federal em defesa da redução da jornada de trabalho no Brasil. A proposta, que mexe diretamente com a rotina de milhões de trabalhadores, prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e a garantia de dois dias de descanso por semana.
Apesar da repercussão nas redes sociais e em sites de notícias, é importante esclarecer: a escala 6×1 ainda não acabou. O que existe, até agora, é uma proposta enviada pelo governo Lula ao Congresso Nacional, além de uma ofensiva política e publicitária para tentar aprovar a mudança. Segundo o Planalto, o projeto busca ampliar o descanso semanal e manter a renda dos trabalhadores.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu a redução imediata da jornada semanal para 40 horas durante audiência na Câmara dos Deputados. De acordo com o Ministério do Trabalho, o tema é uma das prioridades do governo, ao lado da regulamentação dos direitos de trabalhadores por aplicativos.
A discussão também ganhou força após campanha oficial do governo pelo fim da escala 6×1. A Secretaria de Comunicação informou que a proposta estabelece limite de 40 horas semanais, mantém as 8 horas diárias e assegura dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos. Os dias de descanso, no entanto, poderiam ser definidos por negociação coletiva, respeitando as características de cada atividade.
Na prática, a proposta mira o modelo conhecido como 6×1, em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um. Esse formato é comum em setores como comércio, supermercados, restaurantes, serviços, teleatendimento, hotelaria e atividades que funcionam todos os dias da semana.
O governo argumenta que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida, favorecer a saúde mental e reorganizar a relação entre trabalho e descanso. A defesa oficial também sustenta que a mudança pode ser feita sem redução salarial, ponto considerado central para trabalhadores e sindicatos.
Por outro lado, o texto ainda precisa passar pelo Congresso. Isso significa que deputados e senadores podem aprovar, rejeitar ou alterar a proposta. Também há debate sobre o impacto da medida para empresas, especialmente pequenos negócios, que podem precisar reorganizar escalas, custos e contratações.
A Agência Brasil confirmou que Lula enviou ao Congresso um projeto de lei sobre o fim da escala 6×1 em abril de 2026. A proposta prevê a redução da jornada para 40 horas semanais.
Portanto, a informação central da matéria analisada procede quando afirma que integrantes do governo defendem o fim da escala 6×1. O ponto que exige atenção é que a mudança ainda não virou lei. Nenhum trabalhador deve considerar que a escala acabou automaticamente. A alteração só poderá valer após aprovação no Congresso, sanção presidencial e definição das regras de aplicação.
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