Mudanças no MEI em 2024 excluem 34 profissões e forçam autônomos a buscarem alternativas
Em 2024, o regime de Microempreendedor Individual (MEI) passa por alterações significativas, com a exclusão de 34 profissões da lista de atividades permitidas. A medida, formalizada pelo governo, atinge milhares de autônomos que agora precisarão migrar para regimes mais complexos, como a Microempresa (ME), ou buscar outras formas de formalização. A decisão visa adequar o MEI às demandas de atividades com maior risco ou complexidade, como comerciantes de GLP, adestradores de animais e fabricantes de produtos de limpeza, que exigem qualificações e fiscalizações mais rígidas.
Entre as razões para a exclusão das atividades estão o alto risco operacional, como a manipulação de produtos químicos e inflamáveis, e a necessidade de controle técnico específico, fatores que não se encaixam no modelo simplificado do MEI. Os trabalhadores afetados, incluindo tosadores de animais e balanceadores de pneus, enfrentarão novos desafios ao buscar regimes alternativos. Além dos custos mais altos com impostos e contabilidade, a mudança para ME ou registro como autônomo envolve maior burocracia e perda de benefícios simplificados que o MEI oferece.
Para os profissionais excluídos do MEI, as alternativas incluem a formalização como ME, com limites maiores de faturamento, ou como profissional autônomo, com contribuições ao INSS. Especialistas recomendam que os trabalhadores afetados consultem um contador para auxiliar na transição e avaliar o caminho mais adequado para sua atividade, visando manter a legalidade e assegurar a continuidade dos benefícios previdenciários. A medida também reflete o reforço na fiscalização e a necessidade de adaptar o regime MEI às demandas regulatórias do mercado, especialmente em setores de alto impacto econômico e social.