Longa-metragem de Tiago Melo abriu a 15ª edição do Festival Internacional de Curitiba em noite marcada pela presença das atrizes Tânia Maria e Rejane Faria
Olhar de Cinema transforma a Ópera de Arame em grande sala de cinema para estreia de “Yellow Cake”
A 15ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba começou em clima de celebração, lotação e forte mobilização do público em torno do cinema independente. Na última quinta-feira, 4 de junho, a Ópera de Arame, um dos espaços culturais e turísticos mais emblemáticos do Paraná, recebeu mais de 1.500 pessoas para a abertura oficial do festival e para a estreia nacional do longa-metragem “Yellow Cake”, dirigido por Tiago Melo.
A noite marcou um dos momentos mais simbólicos da programação deste ano ao levar o cinema para um espaço de grande impacto visual e afetivo na capital paranaense. A sessão reuniu espectadores, realizadores, convidados, imprensa e representantes do audiovisual em uma abertura que reforçou a dimensão cultural do Olhar de Cinema dentro do calendário nacional de festivais.
Estrelado por Rejane Faria e Tânia Maria, “Yellow Cake” foi apresentado ao público brasileiro em uma sessão especial, com a presença das atrizes e do diretor Tiago Melo. A participação da equipe artística no evento ampliou o caráter de celebração da estreia e aproximou o público dos bastidores criativos da obra, que combina tensão, crítica social, ficção científica e elementos ligados ao território brasileiro.
Com a Ópera de Arame transformada em uma grande sala de cinema, a abertura consolidou o festival como um espaço de encontro entre diferentes linguagens, gerações e olhares sobre a produção audiovisual contemporânea. A presença expressiva do público também reforça o interesse crescente por obras autorais, por narrativas brasileiras e por experiências coletivas de cinema fora dos circuitos tradicionais de exibição.
“Yellow Cake” aposta em ficção, urgência ambiental e tensão política
O longa-metragem “Yellow Cake” parte de uma premissa de forte apelo dramático e contemporâneo. Na trama, cientistas estrangeiros conduzem um experimento com o objetivo de erradicar o mosquito Aedes aegypti por meio do uso de urânio. Quando a iniciativa falha, uma pesquisadora brasileira precisa agir rapidamente para conter as consequências do desastre, contando com a ajuda de garimpeiros locais antes que a situação se torne irreversível.
A narrativa aproxima o público de temas sensíveis e atuais, como exploração mineral, interferência estrangeira, riscos ambientais, desigualdades territoriais e os limites éticos da ciência quando aplicada sem responsabilidade social. Ao transformar esses elementos em dramaturgia, o filme propõe uma reflexão sobre os impactos de decisões tomadas longe das comunidades diretamente afetadas.
A escolha de “Yellow Cake” como filme de abertura do Olhar de Cinema também dialoga com a trajetória do festival, que historicamente valoriza obras de linguagem autoral, narrativas inquietas e produções capazes de tensionar questões políticas, sociais e estéticas. O longa chega ao evento como uma obra brasileira que utiliza a ficção para discutir temas urgentes, sem se afastar da força narrativa do cinema de gênero.
A presença de Tânia Maria e Rejane Faria no elenco amplia o peso artístico da produção. As duas atrizes carregam trajetórias marcadas por trabalhos relevantes no cinema brasileiro e contribuem para dar densidade emocional a uma história atravessada por conflito, risco e urgência.
Abertura reforça força do cinema independente em Curitiba
A abertura do Olhar de Cinema na Ópera de Arame mostrou que o cinema independente segue mobilizando públicos diversos e ocupando espaços de grande relevância cultural. A presença de mais de 1.500 pessoas em uma sessão de estreia nacional demonstra a força do festival como plataforma de circulação, lançamento e valorização de obras brasileiras e internacionais.
Realizado em Curitiba, o Olhar de Cinema se consolidou como um dos principais festivais dedicados ao cinema autoral no Brasil. Ao longo de sua trajetória, o evento passou a reunir filmes de diferentes países, sessões competitivas, mostras especiais, debates, encontros de mercado e atividades formativas, criando um ambiente de troca entre realizadores, crítica, público e profissionais do setor.
Em 2026, a 15ª edição reafirma esse papel ao apresentar mais de 80 filmes, entre curtas e longas-metragens, distribuídos em diferentes mostras. A programação contempla títulos nacionais e internacionais, obras de novos realizadores, clássicos restaurados, filmes voltados ao público infantil e produções que ampliam o diálogo entre cinema, sociedade e memória.
A escolha da Ópera de Arame como palco da abertura também reforça a conexão do festival com a cidade. O espaço, conhecido por sua arquitetura singular e por sua importância no circuito cultural curitibano, ofereceu uma moldura especial para a estreia de “Yellow Cake” e para o início de uma edição marcada pela diversidade de linguagens.
Festival segue até 13 de junho com mais de 80 filmes
A programação do Olhar de Cinema segue até o dia 13 de junho, ocupando diferentes espaços culturais de Curitiba. Entre os locais que recebem sessões estão o MON – Museu Oscar Niemeyer, no Auditório Poty Lazzarotto, a Ópera de Arame, o Cine Passeio, a Cinemateca e o Teatro da Vila.
Os filmes estão divididos em mostras que estruturam a identidade do festival e ajudam o público a navegar por diferentes propostas artísticas. A seleção inclui a Competitiva Brasileira, a Competitiva Internacional, Novos Olhares, Mirada Paranaense Sanepar, Exibições Especiais, Olhares Clássicos Cine Passeio, Olhar Retrospectivo, Pequenos Olhares, Filme de Abertura e Encerramento.
Essa organização amplia o alcance do evento ao reunir obras voltadas a diferentes perfis de espectadores. Ao mesmo tempo, mantém a vocação curatorial do Olhar de Cinema, que aposta em filmes capazes de provocar reflexão, apresentar novos autores e aproximar o público de cinematografias menos presentes no circuito comercial.
Além das sessões pagas, o festival também conta com atividades gratuitas, incluindo exibições no Teatro da Vila, no CIC, e algumas sessões no MON. A iniciativa contribui para democratizar o acesso à programação e ampliar a presença do cinema em diferentes territórios da cidade.
Os ingressos estão disponíveis no site oficial do festival, com valores entre R$ 8, no caso da meia-entrada, e R$ 18. A diversidade de preços e espaços reforça a proposta de tornar a programação acessível a diferentes públicos, mantendo a experiência coletiva como eixo central do evento.
Olhar de Cinema fortalece diálogo entre público, realizadores e mercado audiovisual
Além das exibições, o Olhar de Cinema também se destaca como ambiente de articulação para o setor audiovisual. A cada edição, o festival reúne realizadores, produtores, curadores, críticos, pesquisadores e profissionais do mercado, favorecendo encontros que ultrapassam a experiência da sala de cinema.
A edição deste ano mantém essa característica ao combinar mostras competitivas, sessões especiais, retrospectivas, obras infantis e programação voltada ao cinema independente. Esse conjunto ajuda a posicionar Curitiba como uma cidade estratégica para o debate audiovisual no país, especialmente em um momento de retomada, expansão e busca por novas janelas de circulação para o cinema brasileiro.
A estreia nacional de “Yellow Cake” nesse contexto reforça o papel dos festivais como plataformas decisivas para a apresentação de obras ao público. Antes de chegarem a circuitos mais amplos, muitos filmes encontram nesses eventos a primeira oportunidade de diálogo direto com espectadores, imprensa especializada e agentes do setor.
No caso do longa de Tiago Melo, a abertura em uma sessão com grande público e presença do elenco contribui para ampliar a visibilidade da obra e inserir o filme em uma conversa mais ampla sobre os caminhos do cinema brasileiro contemporâneo.
15ª edição celebra cinema, diversidade estética e ocupação cultural
A 15ª edição do Olhar de Cinema chega com uma programação que evidencia a multiplicidade da produção audiovisual contemporânea. Ao reunir mais de 80 filmes, o festival reafirma seu compromisso com o cinema como linguagem artística, ferramenta crítica e experiência coletiva.
A abertura com “Yellow Cake” sintetiza parte desse espírito. O filme combina uma trama de tensão com discussões ambientais, políticas e científicas, enquanto o evento de estreia transforma um dos principais cartões-postais de Curitiba em espaço de encontro entre arte, cidade e público.
A presença de Tânia Maria, Rejane Faria e Tiago Melo na sessão reforçou o caráter simbólico da noite. Para o público, a abertura ofereceu não apenas a chance de assistir a uma estreia nacional, mas também de acompanhar de perto a equipe criativa responsável pela obra.
Até 13 de junho, Curitiba segue recebendo sessões, debates e encontros em torno de diferentes formas de fazer e pensar cinema. Com programação ampla, ingressos acessíveis e parte das atividades gratuitas, o Olhar de Cinema mantém sua relevância no cenário cultural brasileiro e segue como uma das principais vitrines para o cinema independente no país.
Serviço
15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba
Data: 4 a 13 de junho
Site oficial: www.olhardecinema.com.br
Redes sociais: Instagram: www.instagram.com/Olhardecinema | Facebook: www.facebook.com.br/Olhardecinema | TikTok: @olhardecinema | X/Twitter: @Olhardecinema_
Produção: Grafo Audiovisual
Patrocínio master: Terminal de Contêineres de Paranaguá
Patrocínio: Itaú, Peróxidos do Brasil, Mili, Fomento Paraná e Sanepar
Apoio: Teatro da Vila, Cine Passeio, ICAC – Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Projeto Paradiso e Uninter
Apoio cultural: MON
Incentivo: Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, Secretaria da Cultura, Profice e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Realização: Ministério da Cultura – Governo Federal – Do lado do povo brasileiro
Projeto realizado com recursos da Lei Rouanet.
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