Espetáculo da Cia Akasha de Teatro será apresentado nos dias 21, 22 e 23 de maio, às 19h, no anexo do Theatro José de Alencar. Ingressos custam R$ 30 e R$ 15.
O espetáculo “Sucursal do Inferno” chega a Fortaleza com três apresentações nos dias 21, 22 e 23 de maio de 2026, às 19h, no Teatro Morro do Ouro, anexo ao Theatro José de Alencar. A montagem tem dramaturgia de Enrique Patrícius e Bruno Correia Lima, direção de Bruno Correia Lima e realização da Cia Akasha de Teatro. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla e também na bilheteria do Theatro José de Alencar, com valores de R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 meia.

Com classificação indicativa de 16 anos e duração de 80 minutos, a peça aborda o golpe de 1964 e os impactos do regime militar no Brasil, com foco nos mecanismos de repressão usados contra opositores políticos. No centro da narrativa está Isac, um estudante universitário preso por se opor ao regime ditatorial. A partir de sua trajetória, o espetáculo propõe uma reflexão sobre violência de Estado, autoritarismo, perseguição política, homofobia e as marcas deixadas por períodos de ruptura democrática.
A proposta da montagem dialoga com um dos capítulos centrais da história recente do país. A ditadura militar brasileira durou de 1964 a 1985 e foi marcada por censura, perseguições, prisões arbitrárias e graves violações de direitos humanos. A Comissão Nacional da Verdade, criada pela Lei nº 12.528/2011, encerrou suas atividades em 2014 e apontou que o período foi atravessado por práticas como prisões ilegais, tortura, execuções e desaparecimentos forçados.
Em “Sucursal do Inferno”, esse passado é levado ao palco não apenas como memória histórica, mas como provocação sobre o presente. Segundo o material de divulgação do espetáculo, a obra parte da ideia de que a impunidade de agentes ligados a períodos autoritários ajuda a manter viva uma cultura política de intolerância. O texto também relaciona a herança da ditadura ao crescimento de discursos autoritários e de práticas de exclusão contra grupos historicamente vulnerabilizados.
A dramaturgia coloca em cena temas sensíveis, como repressão política e violência psicológica, sem tratar a memória como algo distante. Ao contrário, a montagem busca provocar o público sobre como determinados discursos continuam a aparecer em diferentes momentos da vida pública brasileira. A pergunta central levantada pelo espetáculo é direta: por que soluções autoritárias ainda encontram adesão em parte da sociedade brasileira?
Para o autor e produtor Enrique Patrícius, a peça nasce como convite à reflexão. “O projeto é uma oportunidade de fazer as pessoas refletirem sobre todos esses acontecimentos e pensarem de que forma podemos contribuir para um país melhor, mais justo, sem preconceitos. Convido vocês a estarem com a gente nesse momento oportuno”, afirma.
Além do recorte político, “Sucursal do Inferno” também toca em questões relacionadas à LGBTfobia e à perseguição de corpos dissidentes em contextos de repressão. A peça observa como o ódio contra minorias políticas pode ser usado como ferramenta de controle, intimidação e silenciamento. Nesse sentido, a montagem amplia o debate para além da ditadura como episódio histórico fechado, colocando em discussão as permanências culturais e sociais que ainda atravessam o Brasil contemporâneo.
A escolha do Teatro Morro do Ouro também reforça a importância da circulação de espetáculos com temáticas políticas e sociais nos equipamentos culturais de Fortaleza. Localizado no anexo do Theatro José de Alencar, o espaço recebe uma obra que combina teatro, memória e debate público em uma temporada curta, com apenas três sessões.
A ficha técnica reúne nomes da cena teatral cearense. O elenco é formado por Amenhotep Rodrigues, no papel de delegado; Vicente Anastácio, como Autarquia; e JP Rodrigues, como Isac. O figurino é assinado por Dami Cruz. O cenário é de Dami Cruz e Bruno Correia Lima. A assistência de direção é de Enrique Patrícius, que também assina a produção. A comunicação e mídia social são da Assertiva Comunicação, com fotografia de Cezário Correa.
A montagem também conta com vozes de Vinícius Agostinho, Kaylane Costa e Rebeca Falcão, além de letra e música de Djacyr de Souza, vídeo de Chico Peres Vídeo e design gráfico e mídia social de Átila Thahim. O mapa de luz é assinado por Enrique Patrícius e Bruno Correia Lima.
Saiba mais
Espetáculo: “Sucursal do Inferno”
Local: Teatro Morro do Ouro, anexo ao Theatro José de Alencar
Datas: 21, 22 e 23 de maio de 2026
Horário: 19h
Duração: 80 minutos
Classificação: 16 anos
Ingressos: R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 meia
Vendas: Sympla e bilheteria do TJA
Link: https://bileto.sympla.com.br/event/120422
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