Projeto consolida política pública de inclusão produtiva e pode impulsionar geração de vagas no país
A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 6.461/2019, que institui o Estatuto do Aprendiz, marcando um avanço estratégico na política pública de inclusão produtiva de adolescentes e jovens no Brasil. O texto segue agora para análise do Senado Federal, mantendo sua estrutura original e sem alterações consideradas críticas para a geração de vagas.
Durante a tramitação, propostas que sugeriam mudanças relevantes foram apresentadas, incluindo a exclusão de determinadas funções da base de cálculo da cota de aprendizagem e a redução de penalidades para empresas. Essas alterações poderiam reduzir significativamente o número de oportunidades disponíveis. Após forte articulação institucional e mobilização social, os destaques foram rejeitados, garantindo a integridade do projeto.
Articulação e mobilização garantem avanço do projeto
A aprovação é resultado de mais de sete anos de debates entre especialistas, entidades e parlamentares. A atuação da Federação Brasileira de Associações Socioeducacionais de Adolescentes teve papel decisivo ao longo do processo, contribuindo para o fortalecimento da aprendizagem como política pública estruturante.
Além do trabalho institucional, a mobilização social ampliou a pressão pela aprovação. A campanha em defesa da aprendizagem gerou mais de 300 mil interações nas redes sociais, aumentando a visibilidade do tema e reforçando a necessidade de preservação das oportunidades para jovens em todo o país.
Próxima etapa no Senado e impacto esperado
Com o avanço para o Senado, a expectativa é de que o texto seja mantido em sua essência, priorizando o acesso ao primeiro emprego, a qualificação profissional e a inclusão produtiva. Para entidades envolvidas, a aprovação definitiva será determinante para consolidar uma política capaz de impactar milhões de jovens brasileiros.
A votação ocorre em sintonia com o Dia Internacional do Jovem Trabalhador, celebrado em 24 de abril e instituído pela Organização Internacional do Trabalho, que reforça a importância da inserção de jovens no mercado de trabalho e o combate ao trabalho infantil.
“A aprovação do Estatuto configura um momento histórico e de muita alegria para a aprendizagem profissional brasileira. A proposta deve ampliar de forma relevante a presença de jovens no mercado de trabalho, contribuindo para superar a marca de 1 milhão de contratações em todo o Brasil”, afirma Centro de Integração Empresa-Escola.
CIEE reforça papel histórico na inclusão de jovens
Com 62 anos de atuação, o CIEE se consolidou como a maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina. A instituição já contribuiu para a inserção de mais de 7 milhões de brasileiros no mercado de trabalho, por meio de programas de aprendizagem e iniciativas socioassistenciais voltadas à capacitação profissional e fortalecimento de vínculos sociais.




