Margem da Palavra reúne Cidinha da Silva e Bárbara Carine em edição especial pelos 27 anos do Dragão do Mar

Margem da Palavra reúne Cidinha da Silva e Bárbara Carine em edição especial sobre protagonismo de mulheres negras no Dragão do Mar.

Encontro gratuito debate o protagonismo de mulheres negras nas lutas antirracistas no dia 22 de abril, em Fortaleza

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e a Biblioteca Pública Estadual do Ceará realizam, no próximo dia 22 de abril, às 19h, a terceira edição do programa Margem da Palavra, reunindo duas importantes vozes do pensamento contemporâneo brasileiro: Cidinha da Silva e Bárbara Carine. O encontro acontece no Minianfiteatro do Dragão do Mar, com entrada gratuita, integrando a programação comemorativa pelos 27 anos do equipamento cultural.

Com o tema “Não existe Chico sem Matilde”, a edição propõe uma reflexão sobre o protagonismo das mulheres negras nas lutas antirracistas e por direitos historicamente negados. O debate parte da figura de Matilde Maria da Conceição, mãe de Francisco José do Nascimento, símbolo da luta abolicionista no Ceará, para resgatar narrativas historicamente invisibilizadas e reposicionar essas mulheres no centro da história.

O programa Margem da Palavra é uma ação integrada que promove encontros mensais entre literatura e oralidade, ampliando possibilidades de leitura de mundo por meio da escuta, da memória e da produção literária. Nesta edição especial, a proposta ganha ainda mais força ao dialogar diretamente com a história e a identidade cultural do Ceará.

Reconhecida nacionalmente, Cidinha da Silva é autora de 24 livros e tem uma trajetória marcada por obras que discutem relações raciais e experiências negras no Brasil. Já Bárbara Carine, professora da Universidade Federal da Bahia, é autora do best-seller “Como ser um educador antirracista”, vencedor do Prêmio Jabuti 2024, e idealizadora da Escola Maria Felipa, primeira escola afro-brasileira do país.

Além do debate, o público poderá conferir apresentações da DJ Lolost antes e após o encontro, trazendo uma sonoridade que mistura forró de favela, funk e influências da cultura periférica, conectando arte, música e vivências da juventude preta e LGBTQIAP+ de Fortaleza.

A edição também reforça o papel das instituições culturais na valorização de narrativas historicamente apagadas. Ao evocar a figura de Matilde, o evento propõe uma reconstrução simbólica da história, destacando a contribuição de mulheres afro-brasileiras na formação social e cultural do país.

O Margem da Palavra integra uma agenda contínua de ações voltadas à democratização do acesso à cultura, leitura e pensamento crítico, fortalecendo o Dragão do Mar como um dos principais polos culturais do Nordeste.

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