Segundo informações divulgadas pelo jornalista Leo Dias, o cantor Wesley Safadão decidiu se posicionar após a repercussão envolvendo seu nome e o de Gusttavo Lima. Em contato direto com o titular do portal, o artista cearense apresentou sua versão dos fatos e trouxe novos elementos para a história.
De acordo com Safadão, o episódio não teria começado com o agenciamento de Nattanzinho Lima, como vinha sendo apontado, mas sim com a criação de uma empresa voltada ao mercado de apostas esportivas, chamada Ganha Bet, que atualmente já não está mais em operação.
O cantor afirma que o projeto teve início entre junho e julho de 2024, quando ele e seu irmão, Watila Oliveira, decidiram investir no setor. A iniciativa ganhou força com a entrada do empresário André Rocha, ligado à Vai de Bet. A proposta era estruturar uma sociedade dividida igualmente: Safadão ficaria responsável pela administração e imagem do negócio, enquanto André entraria com o investimento e levaria Gusttavo Lima para compor a sociedade.
Safadão reforça que todo esse movimento aconteceu antes de qualquer aproximação com artistas do arrocha. Apenas em agosto, segundo ele, teve início a parceria com o empresário Lanuce, momento em que nomes como Heitor Costa, Kaelzinho Ferraz e Nattanzinho Lima passaram a integrar o projeto, com suas carreiras sendo administradas dentro desse contexto.
Um dos pontos centrais foi a live realizada em 13 de agosto de 2024. Segundo o cantor, o objetivo principal era divulgar a Ganha Bet. A presença dos artistas de arrocha teria sido estratégica para ampliar o alcance da transmissão, mas não caracterizava o lançamento individual de nenhum deles. Safadão afirma que convidou Gusttavo Lima, que participou do evento em Fortaleza, embora tenha chegado com atraso.
Nos bastidores dessa mesma live, Safadão relata que Gusttavo teria feito comentários indiretos sobre o agenciamento dos artistas, especialmente Nattanzinho Lima, que meses depois ganharia grande projeção nacional. Ainda assim, ele afirma que preferiu não dar importância ao momento.
Pouco tempo depois, o cenário mudou com o início da Operação Integration, conduzida pelo Ministério Público, que impactou diretamente o andamento do projeto. Segundo Safadão, as negociações foram interrompidas diante da gravidade da situação. “Não tinha como continuar negociando, eles estavam com questões maiores para resolver”, afirmou.
A tensão voltou à tona meses depois, em fevereiro de 2025. De acordo com mensagens apresentadas por Safadão, Gusttavo Lima teria entrado em contato cobrando um posicionamento sobre Nattanzinho Lima, citando o crescimento expressivo do artista e levantando questionamentos sobre possíveis direitos no projeto. Safadão respondeu sugerindo uma conversa direta, o que resultou em uma ligação entre os dois.
Na conversa, Safadão afirma ter sido claro ao explicar que nem ele próprio era sócio formal naquele momento e que possuía apenas 20% de participação em Nattanzinho, percentual que ainda seria dividido com outros envolvidos. Ele reforçou que a live teve foco comercial na empresa de apostas e não no lançamento de carreira de artistas.
Segundo o relato, a ligação terminou de forma tranquila, sem avanços em negociação. Safadão ainda teria se colocado à disposição para intermediar shows de Nattanzinho, destacando o bom momento do cantor no mercado. “Parecia estar tudo resolvido, não houve negócio”, disse.
O cantor também revelou que investiu cerca de R$ 2 milhões em tráfego e divulgação do projeto e que, diante dos impasses, acumulou um prejuízo estimado em R$ 5 milhões, optando por encerrar gradualmente as atividades da empresa.
