Com curadoria de Cláudio de Santana (SPFW), abertura assinada pelo estilista Ivanildo Nunes reúne cerca de 30 vestidos e traduz as seis ilhas temáticas do evento em uma experiência imersiva e inovadora.A moda estará presente na abertura da Feira da Indústria FIEC, marcada para 9 e 10 de março de 2026, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Com o tema “A indústria conectada ao seu dia a dia”, a proposta é transformar o evento em vitrine de como a produção industrial está presente no cotidiano — do alimento à construção, do vestuário à energia. O evento estima receber 80 mil visitantes e vai ocupar todo o Centro de Eventos.No eixo dedicado à moda, a feira reúne 20 desfiles em parceria com os 39 sindicatos presentes no evento, e inaugura uma sala imersiva. A proposta é criar um ambiente de imersão que combine efeitos de luz, som e recursos audiovisuais, aproximando o público de um formato mais experiencial do que convencional.Diretor artístico do projeto, Cláudio de Santana compartilha que a ideia nasceu do desejo de trazer ao Ceará uma linguagem de desfile ainda pouco vista por aqui. “A ideia surgiu a partir de um desfile da Balenciaga que foi bem imersivo. Eu já queria fazer uma sala dessa há muito tempo, mas não tínhamos um recurso técnico e investimento”, diz. Para ele, o objetivo é que a sala funcione como um espaço que envolva o público por completo. “A ideia era ser imersiva não só no visual, mas também na luz, no som. Eu queria transformar o desfile em uma experiência audiovisual sônica. É uma imersão dentro da moda. Também é uma experimentação que queremos ativar os cinco sentidos”, explica. O estilista Ivanildo Nunes será o responsável por abrir a passarela da Feira da Indústria Fiec com uma coleção de vestidos que transforma a estética do mundo industrial em moda: conceitos arrojados, materiais e técnicas inusitados se combinam em peças autorais que prometem surpreender o público e renovar o olhar sobre a relação entre design, tecnologia e contemporaneidade.O conceito do desfile foi desenhado para dialogar com as seis ilhas temáticas do evento, criando uma coleção em que cada núcleo representa, de alguma forma, um segmento da indústria. A intenção é que as peças traduzam essa conexão como narrativa — colocando a moda como linguagem capaz de costurar diferentes áreas produtivas em um mesmo discurso.No desenvolvimento criativo, Ivanildo Nunes aponta que a edição abre espaço para testar caminhos onde moda e tecnologia se encontram, inclusive na construção das peças. “Dentro da concepção dos desfiles estamos tentando criar algumas inovações para mostrar essa junção de tecnologia com moda”, afirma. Ele cita a busca por parcerias, como com o Senai, para incorporar recursos tanto nos efeitos visuais quanto na produção. “Nesse momento eu começo a ver a possibilidade, porque muito do meu trabalho é manual e aqui consigo ter mais agilidade e desenvolver mais ideias. Isso é interessante porque mostra que moda e tecnologia se conectam nesse grande movimento que é a feira da indústria.”Além de Ivanildo Nunes, a Feira da Indústria também contará com desfiles autorais dos estilistas Kallil Nepomuceno, Vitor Cunha, Bruno Olly, Lindebergue e Ana Beatriz (Açude), traduzindo outros segmentos industriais em looks na passarela. Para Paulo Rabelo, presidente do Sindicato das Indústrias de Confecção de Roupas de Fortaleza (Sindroupas), a feira quer evidenciar que a moda não se resume ao produto final. “A moda vai mostrar para além da roupa, vai mostrar tecnologia e como ela nasce, do plantio do algodão até como ela é costurada”, afirma. Na avaliação dele, a proposta também ajuda a “tirar o setor da caixa”, favorecendo conexões com outras áreas e reforçando a moda como parte estratégica de um ambiente de negócios e inovação.Cláudio de Santana defende que esse movimento tem impacto direto na cena local, especialmente quando a entrega mira repertório, permanência e oportunidades. “O evento não é só um evento. É um ecossistema que liga diversas pessoas. Não é só um desfile. Ele ajuda toda uma base de novos profissionais da área na cidade. Fazendo isso constantemente, eu retenho o talento local”.A tecnologia também aparece na forma como o público deve se relacionar com o que viu na passarela. Entre as ativações previstas, está a possibilidade de experiências digitais posteriores aos desfiles. O público poderá acessar recursos digitais para “experimentar” virtualmente as roupas exibidas, aproximando o conteúdo da passarela de uma lógica interativa.Além do eixo de desfiles, o recorte de moda prevê intervenções artísticas com a artista plástica e designer Socorro Silveira, com foco em arte sustentável e ações espalhadas pelo evento, ampliando a leitura visual do espaço e da proposta.Sobre a Feira da Indústria FIECA Feira da Indústria FIEC acontece em 9 e 10 de março, no Centro de Eventos do Ceará, e tem como tema “A indústria conectada ao seu dia a dia”. O evento está organizado em seis ilhas temáticas: Indústria Alimentícia; Moda Produtiva; Indústria Construtiva; Indústria Mecânica, Energia e Química; Indústria da Impressão e Insumos; e Institucional. A expectativa é receber cerca de 80 mil pessoas em dois dias de programação voltada à integração, negócios e inovação.SERVIÇO Feira da Indústria FIEC – “A indústria conectada ao seu dia a dia”Data: 9 e 10 de marçoLocal: Centro de Eventos do Ceará – Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz Inscrições gratuitas: https://feiradaindustriafiec.com.br/
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