A edição de 2025 do Festival da Sardinha movimentou a Praia da Caponga entre os dias 20 e 22 de novembro, reunindo milhares de visitantes em uma programação marcada por gastronomia, cultura, capacitações e valorização da identidade regional. Em sua 17ª edição, o evento reafirmou o protagonismo da sardinha como símbolo da pesca artesanal e da culinária cearense, fortalecendo a conexão entre tradição, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário.
Ao longo dos três dias, o público pôde degustar pratos preparados por chefs e cozinheiros locais em atividades promovidas pelo Senac e pela Arena da Gastronomia. As receitas evidenciaram a versatilidade da sardinha, combinando técnicas contemporâneas e ingredientes regionais, e reforçaram o talento de profissionais que transformam a simplicidade do peixe em experiências gastronômicas criativas. O festival também contou com oficinas realizadas em parceria com Sebrae/CE e Senac/CE, voltadas à capacitação em manipulação de alimentos, atendimento e sustentabilidade.
A edição deste ano ampliou sua atuação social ao envolver estudantes da região no Concurso de Desenho Infantil, inspirado no tema “A Metamorfose: como o turismo está mudando a nossa região”. A iniciativa estimulou reflexões sobre as transformações do território com o avanço do turismo sustentável, reforçando o caráter educativo do festival.
‘A realização do Festival da Sardinha tem um papel fundamental para Cascavel, porque valoriza nossa identidade, movimenta a economia local e fortalece a cadeia produtiva que envolve pescadores, artesãos, empreendedores e artistas. Cada edição reafirma o potencial da Caponga como referência cultural e turística, mostrando que tradição, criatividade e desenvolvimento podem caminhar juntos”, afirma Mamede Rebouças, diretor do Festival.
Atrações musicais animaram as noites do evento
A arena principal da Praia da Caponga foi o ponto de encontro do público nas noites de programação musical. No dia 20, a abertura ficou por conta da Banda Coda, Brasas do Forró e Cláudio Ney & Juliana, que deram início às celebrações com muita energia. Na noite seguinte, Brasilis, The Fevers e Mastruz com Leite levaram ao palco uma mistura de nostalgia e tradição. Já no sábado (22), o encerramento teve shows de No Fake, Pop3 e da cantora Mara Pavanelly, que emocionou o público com grandes sucessos.
Palco Viva Cultura celebrou arte e tradição
A partir das 18h, o Palco Viva Cultura destacou a diversidade cultural da região com apresentações de maracatu, música instrumental, teatro, dança e outras expressões artísticas. Entre as atrações estiveram Pagode Sedusamba, Maracatu Vozes da África, Três Pedaços para Viagem, Comida é bom, é bom demais, Maculelê e o espetáculo Sax in Cena, além de shows da Banda de Música de Beberibe, Camerata Edson Queiroz Liege e do grupo Alfaia e Maré. O encerramento no dia 22 reuniu o Ateliê das Rendas, a Bateria Bloco da Marina, integrantes da Bagaceira e apresentações da Orquestra Soprando Sonhos e do grupo Os Maneiros.
Com uma proposta que une gastronomia, turismo, cultura e economia criativa, o Festival da Sardinha mais uma vez consolidou seu papel como um dos principais eventos do calendário cultural do Ceará. A edição de 2025 reafirmou a força da comunidade local e o valor de iniciativas que fortalecem o desenvolvimento sustentável e a identidade do litoral cearense.
O evento contou com o apoio da Fecomércio, Prefeitura de Cascavel, Politica Nacional Aldir Blanc Ceará (PNABCE), Ceará Fascinante, Governo do Estado do Ceará, Rota das Falésias e Dunas, além do patrocínio do Banco do Nordeste e do Governo do Brasil.
