Carla Pinheiro e Mariana Furtado da FASI compartilham estratégias eficazes para as empresas lidarem com a saúde mental dos funcionários

Em 2024, o Brasil registrou um número recorde de afastamentos do trabalho por transtornos mentais, ultrapassando 470 mil licenças, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Um aumento de 68% em relação a 2023.

 O adoecimento mental e os afastamentos geram impactos importantes no ambiente corporativo, afetando produtividade, cultura e clima organizacional e custos financeiros. 

 Um estudo inédito da Conexa, ecossistema digital de saúde, elencou as principais causas de afastamento nas empresas. Ansiedade(51%) é o transtorno que segundo os pesquisadores mais afetou as pessoas no trabalho, seguido por depressão(17%), estresse(16%) e síndrome de Burnout (14%).  Vale salientar que, ainda segundo a pesquisa, acredita-se que há, pelo menos 10% de colaboradores espalhados nas empresas   com doenças mentais não detectadas. 

 Diante dessa crise, a saúde emocional entrou no radar da legislação brasileira, trazendo a  atualização da NR-1.  que entrará oficialmente  em vigor a partir de  maio de 2026, obrigando as empresas  a avaliarem e gerenciarem riscos psicossociais à saúde mental no ambiente de trabalho.  A nova regulamentação reforça a necessidade de ações concretas para garantir um ambiente de trabalho mais seguro e saudável. 

Mas, como, na prática, as empresas podem atuar para garantir um ambiente de trabalho mais seguro e saudável, protegendo a saúde mental dos colaboradores? As consultoras Carla Pinheiro e Mariana Furtado, da FASI Consultoria, empresa que há 20 anos trabalha com gestão de pessoas e cultura, compartilham estratégias eficazes para as empresas lidarem com a saúde mental dos funcionários

1- Realizar  um monitoramento da saúde mental dos colaboradores através de check-ins anônimos, oferecendo devolutivas e recomendações específicas, de forma periódica. 

2- Criar programas de Educação emocional , promovendo treinamentos, workshops, e podcasts sobre saúde mental e gerenciamento de estresse.

3- Treinar as lideranças para a escuta ativa e identificação de sinais de sofrimentos emocionais. 

4- Incentivar a cultura do feedback positivo, promovendo uma cultura  de valorização  e reconhecimento. 

5- Fomentar   clima e cultura organizacionais  que assegurem relações saudáveis, promovam segurança psicológica e reduzam fatores de estresse no ambiente corporativo. 

6- Promover a prática da desconexão digital fora do expediente, respeitando o tempo de descanso, a recuperação dos colaboradores e estimulando hábitos saudáveis de uso da tecnologia. 

7- Desenvolver modelos de trabalho que valorizem a autonomia, o equilíbrio e a produtividade sustentável, por meio de  flexibilidade de jornada, pausas programadas e home office.  

8- Implementar um serviço de apoio psicológico acessível como parte da estratégia de cuidado integral a saúde do colaborador.  

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